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Praias, hotéis e tartarugas atraem famílias de paulistanos para Bahia

Artigo da jornalista Victoria Azevedo descreve os motivos da escolha da Praia do Forte por famílias paulistanas virem para Bahia nesse verão.

postado em 01 DEZ 2017
Praias, hotéis e tartarugas atraem famílias de paulistanos para Bahia

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No fim da tarde, a praia chama para um passeio. A cada passo, a pegada deixada na areia fofa é encoberta pelo balanço das ondas e a sombra dos coqueiros, companheiros do começo ao fim de trajeto.

A faixa de areia clara, com alguns trechos rochosos e 14 quilômetros de extensão, e o mar azul-esverdeado —que parece infinito aos olhos—, compõem a paisagem da Praia do Forte, no litoral baiano, a cerca de 60 km de Salvador.

Nos fones de ouvido, canções de Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil se misturam com o gingado infinito da maré que, quando baixa, deixa à vista pequenas piscinas naturais. Elas viram a diversão das crianças que se banham no local.

Ao longo do caminho, a imensidão azul passa a sofrer interferências de vermelho, amarelo, laranja, roxo e verde —são os cascos e toldos dos barcos de pesca, que se multiplicam por ali.

Andando mais um pouquinho, chega-se à charmosa Vila. O coração desse badalado e bem estruturado centrinho é a praça da igreja de São Francisco. De lá, saem ruas restritas para pedestres onde ficam enfileirados restaurantes, bares e lojinhas. Uma boa parada é o Bar do Souza, com seus famosos bolinhos de peixe.

Quem marca presença por lá são os vendedores ambulantes: há hippies mostrando brincos, colares e pulseiras, homens anunciando passeios turísticos e baianas vendendo acarajé. Na orla, bares montam mesas e cadeiras de praia para quem prefere ficar em frente ao mar. Uma dica é chegar cedo para garantir um lugar na sombrinha das árvores.

Para quem pretende se hospedar na Vila, há uma variedade de pousadas e hotéis. Na região, estão localizados grandes resorts que valem a visita, como o Iberostar e o Tivoli Ecoresort.

TARTARUGAS

A poucos metros da igreja está localizada a sede do Projeto Tamar. Criada em 1982, é um dos principais pontos turísticos da região -aproximadamente 600 mil pessoas passam por lá todos os anos.

A preocupação com o meio ambiente rege o projeto, que estuda e protege tartarugas marinhas e também está presente em Estados como Sergipe, Ceará, Santa Catarina e São Paulo –a base paulistana fica na praia de Ubatuba.

Entre tanques e aquários, são 600 mil litros de água salgada que reúnem exemplares da fauna marinha da região e de quatro das cinco espécies de tartarugas da costa nacional: tartaruga-verde, tartaruga-cabeçuda, tartaruga-de-pente e tartaruga-oliva. Há visitas programadas para escolas, universidades e grupos fechados, com duração média de uma hora (R$ 24 a inteira e R$ 12 a meia entrada).

As noites de sábado no local contam com mais um atrativo: as Serenatas do Tamar. O evento intimista, à beira-mar, embala os visitantes em um jantar com pratos típicos e música ao vivo.